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Montando pequenas redes


Placas e cabos

A questão fundamental na escolha do modelo de placa de rede está no tipo de cabo que você pretende utilizar, pois você terá de comprar uma placa de rede compatível. Na Figura 1 vemos a ilustração de uma placa de rede ISA típica, contendo três conectores:

X RJ-45: Esse conector, que é parecido com o conector de um aparelho telefônico, é utilizado por cabo do tipo par trançado.

X AUI: Esse conector não é utilizado em redes de pequeno porte. Através desse conector é possível instalar um transceptor para a utilização de outros tipos de cabo, como cabo coaxial grosso e fibra óptica.

X BNC: Já esse conector é utilizado por cabo coaxial fino.

placa de rede
Figura 1: Conectores típicos de uma placa de rede.

Dessa forma, você deve escolher uma placa de rede de acordo com o tipo de cabo que você pretende utilizar:

X Par trançado: Também chamado UTP ou 10BaseT, esse tipo de cabo pode ter até 100 metros de extensão. Caso você possua mais do que 2 micros para serem conectados, você necessitará de um periférico chamado hub (concentrador), o que aumenta o custo de sua rede.

X Cabo Coaxial: Também chamado cabo coaxial fino (ou easynet ou cheapernet ou 10Base2), esse cabo pode ter até 165 metros de comprimento. Pode ser utilizado diretamente por até 30 micros.

No caso de você querer conectar apenas dois micros o cabo mais apropriado é o par trançado, utilizando um padrão de pinagem chamado cross-over, que dispensa o uso do hub e barateia o custo de sua pequena rede. Essa é a configuração mais barata de ser feita, pois esse cabo é muito barato.

Caso você queira manter sua rede apenas como ponto-a-ponto (ou seja, o padrão de rede do Windows 9x) porém conectando mais do que dois micros, o tipo de cabo mais apropriado é o cabo coaxial fino. Além de comprar o cabo, você necessitará de dois terminadores resistivos de 50 ohms (esses terminadores são vendidos em lojas que comercializam produtos para redes).

Após a instalação dos drivers e reinicialização do micro, confira se a placa está ou não apresentando algum tipo de conflito. Para isso, vá até o Gerenciador de Dispositivos (ícone Sistema do Painel de Controle) e verifique, na chave Adaptadores de Rede se a sua placa de rede aparece listada sem problemas, isto é, sem apresentar nenhum ponto de exclamação amarelo ou "xis" vermelho. Caso isso ocorra, significa que a placa está em conflito com algum outro dispositivo. Desabilite a caixa "Utilizar configurações automáticas" e altere manualmente a interrupção para um outro valor que não cause conflitos.

Caso 1 - Apenas dois micros usando par trançado

Se você pretende conectar somente dois micros em rede. Você terá de preparar um cabo do tipo cross-over ou então você pode pedir para o próprio pessoal da loja onde você comprar o cabo prepará-lo para você. Se você quiser preparar o cabo sozinho, você precisará de um alicate para crimp e dois plugues do tipo RJ-45, para instalar nas pontas do cabo. O cabo par trançado possui oito fios e a ligação deverá ser feita da seguinte maneira:

Conector A

Fio

Conector B

Pino 1

Branco/Verde

Pino 3

Pino 2

Verde

Pino 6

Pino 3

Branco/Laranja

Pino 1

Pino 4

Azul

Pino 5

Pino 5

Branco/Azul

Pino 4

Pino 6

Laranja

Pino 2

Pino 7

Branco/Marrom

Pino 8

Pino 8

Marrom

Pino 7

Caso 2 - Mais de dois micros usando par trançado

Se você quiser utilizar mais de dois micros utilizando o par trançado, você precisará de um periférico chamado hub. Você precisará de um cabo para cada micro (cada cabo poderá ter até 100 metros), Os fios do cabo deverão ser conectados aos plugues RJ-45 utilizando o seguinte padrão, chamado T568A:

Pino

Fio

1

Branco/Verde

2

Verde

3

Branco/Laranja

4

Azul

5

Branco/Azul

6

Laranja

7

Branco/Marrom

8

Marrom

Caso 3 - Cabo coaxial

Se você não pretende aumentar a sua rede de tamanho ou não está em seus planos trocar a sua rede para o modelo cliente-servidor, então você pode utilizar cabo do tipo coaxial fino (cabo coaxial de 50 ohms). Você precisará utilizar placas de rede com conector BNC. Junto com as placas de rede vem um conector BNC "T", que deverá ser utilizado para a conexão dos cabos. Além disso, você precisará de dois terminadores resistivos de 50 ohms, que deverão ser utilizados nas extremidades do cabo.

Você precisará utilizar um trecho de cabo coaxial com menos 3 metros de extensão entre cada placa de rede. Ou seja, se você for instalar apenas duas máquinas, será necessário só um cabo com pelo menos três metros de extensão. A ilustração mostra o esquema de redes utilizando o cabo coaxial.

cabo coaxial
Figura 1: Rede com cabo coaxial.

 

Configurando a rede

Agora que você já instalou a sua pequena rede fisicamente, chegou a hora de fazer os ajustes necessários no sistema operacional, para que a sua rede possa funcionar. Para isso, você deverá dar um duplo clique no ícone Rede do Painel de Controle. Os procedimentos mostrados a seguir deverão ser executados em todos os micros que fizerem parte de sua rede.

Na janela que aparecerá, selecione a guia Identificação, como mostra a Figura 1. Você deverá preencher os campos existentes da seguinte forma:

X Nome do computador: coloque aqui um nome para o micro que está sendo configurado. Será através desse nome que ele será conhecido na rede. Sugerimos que o nome tenha somente até 8 caracteres sem espaços em branco, para facilitar.

X Grupo de trabalho: o nome de sua rede. Para ficar mais fácil, sugerimos que você utilize um mesmo nome em todos os micros. Em nosso exemplo (Figura 1) escolhemos o nome "Workgroup", mas você poderia colocar um nome mais sugestivo como "rede". Da mesma forma, recomendamos que o nome tenha até 8 caracteres.

X Descrição do computador: Coloque uma breve descrição do micro que está sendo configurado. Deve ser uma frase curta que descreva a função do micro, por exemplo "Micro do Fabiano" ou "Micro da Contabilidade".

Após a configuração da identificação, não reinicie o micro ainda. Você deverá configurar o protocolo e os serviços de rede a serem utilizados. Para isso, selecione a guia Configuração. Provavelmente aparecerá listada a placa de rede instalada no micro. Caso o driver da placa não esteja instalado, você deverá instalá-lo durante o processo descrito a seguir.

Clique na caixa Adicionar na janela apresentada (Figura 2). A janela da Figura 3 será apresentada. Caso o driver da placa de rede não tenha sido instalado ainda, clique em Adaptador, escolhendo o modelo da lista que aparecerá. O procedimento correto a ser adotado é clicar na caixa Com disco da janela que aparecerá e instalar o driver do disquete que vem com a placa de rede. O driver da placa estará armazenado em um diretório chamado a:\win95 ou a:\win9x. Além da placa de rede, você deverá adicionar o item Cliente para Redes Microsoft, o Serviço Compartilhamento de arquivos e impressoras para redes Microsoft e o protocolo de rede. Caso você não pretenda compartilhar a placa fax modem, instale o procolo NetBEUI da Microsoft, pois ele não exige nenhum tipo de configuração especial. Caso você pretenda compartilhar o fax modem para ter acesso à Internet através dos outros micros da rede, então você terá de instalar o protocolo TCP/IP.

Você deverá repetir esse processo de instalação em todos os micros de sua rede. Após reiniciar todos os micros, você poderá conferir se a rede está ou não funcionando explorando a sua rede através do ícone Ambiente de Rede existente na área de trabalho. Você verá listado todos os micros conectados em rede. Caso isso não ocorra, confira todos os passos da instalação de sua rede.

Identificando o micro
Figura 1: Configurando a identificação do micro.

Configurando a rede
Figura 2: Configurando a rede.

Adicionando componentes
Figura 3: Adicionando componentes da rede.

 

Compartilhando a impressora

Agora que sua pequena rede já está montada e configurada, deveremos configurar a impressora que você pretende compartilhar, isto é, tornar acessível para todos os demais micros da rede.

Para compartilhar a impressora, basta, no micro onde ela está fisicamente instalada, você selecioná-la (através do ícone Impressoras existente em Meu Computador) e clicar com o botão direito do mouse sobre ela. Em seguida, escolha a opção Compartilhamento do menu que aparecerá. A janela da Figura 1 será apresentada. Você deverá selecionar "Compartilhado como" e preencher os campos existentes:

X Nome do compartilhamento: O nome pelo qual a impressora será conhecida pelos outros micros na rede. Recomendamos que seja um nome curto, com até 8 caracteres, sem espaços em branco.

X Comentário: Uma frase para lembrá-lo a função da impressora, por exemplo "Impressora jato de tinta", "Impressora laser", etc.

X Senha: Você pode definir uma senha para a impressora e somente os usuários que souberem a senha poderão utilizá-la.

Configurando a Impressora
Figura 1: Compartilhando a impressora.

Clique em Ok para habilitar o compartilhamento. Repare que o ícone da impressora passará a ter o desenho de uma "mãozinha", indicando que o compartilhamento está habilitado.

Após você ter habilitado o compartilhamento da impressora, você deverá instalá-la em todos os demais micros. A maneira mais fácil de se fazer isso é explorando através do ícone Ambiente de Rede. Através desse ícone, abra o micro onde a impressora está fisicamente instalada. Automaticamente será aberta uma janela mostrando os dispositivos compartilhados pelo micro, no caso, a impressora. Observe o exemplo da Figura 2, onde o micro onde a impressora estava instalada chamava-se "Pentium" e, a impressora, "hp690".

Configurando a Impressora
Figura 2: Procurando a impressora.

Dê um duplo clique sobre a impressora. O Windows automaticamente iniciará um assistente para a instalação de impressoras, que a instalará automaticamente em seu micro. No Windows 95, você precisará dos disquetes ou CD-ROM contendo os drivers da impressora, caso o sistema operacional não traga os drivers para o modelo de impressora instalado. Já o Windows 98 copia automaticamente os drivers que estão instalados no outro micro, facilitando bastante o processo de instalação.

Após a impressora ter sido instalada, ela passará a ser listada como sendo um dispositivo conectado ao micro, como você pode observar na Figura 3. As impressões poderão ser feitas normalmente através de qualquer programa, como se a impressora estivesse fisicamente instalada ao micro.

Configurando a Impressora
Figura 3: Impressora de rede corretamente instalada.

 

Compartilhando diretórios

X  Nome do Compartilhamento: Será o nome pelo qual o disco (ou diretório) será conhecido por todos os micros da rede. Sugerimos um nome curto, com até 8 caracteres.

X  Comentário: Uma pequena descrição do conteúdo ou função do disco ou diretório.

X  Tipo de Acesso: Você pode configurar se os demais micros terão ou não o privilégio de gravar dados no diretório ou, ainda, definir que essa ação depende de senha.

X  Senhas: Aqui você poderá configurar senhas para o acesso ao diretório ou disco que está sendo compartilhado.

Compartilhamento do Disco
Figura 1: Configurando o compartilhamento do disco.

Uma boa dica é compartilhar o disco inteiro, assim você não precisará ficar compartilhando cada diretório do disco individualmente. Para isso, basta compartilhar o diretório raiz do disco (disco rígido, CD-ROM, Zip-drive, etc).

Nos micros onde você deseja ler os discos ou diretórios compartilhados, basta procurar pelo compartilhamento através do ícone Ambiente de Rede da Área de Trabalho. Clicando no ícone do micro onde os recursos estão disponíveis, aparecerá uma lista de impressoras e diretórios disponíveis, como mostra a Figura 2. Clicando sobre o diretório compartilhado, você poderá ver o seu conteúdo e ter acesso aos arquivos.

Dispositivos disponiveis
Figura 2: Visualizando os dispositivos disponíveis.

Para tornar tudo ainda mais fácil, você pode definir letras de unidades (D:, E:, F:, etc) para cada disco ou diretório compartilhado. Para isso, selecione o diretório que você deseja definir uma letra. Clique com o botão direito do mouse sobre ele e escolha a opção Mapear Unidade de Rede do menu que aparecerá. Será apresentada a janela da Figura 3, onde você define uma letra para o diretório (por exemplo, F:). Após esse procedimento, basta acessar essa letra de unidade para ter acesso ao disco ou diretório compartilhado. Você terá acesso a essa unidade inclusive através do prompt do DOS.

Letra de unidade
Figura 3: Definindo uma letra de unidade ao diretório compartilhado.

 

 

Compartilhando o fax modem

A configuração do compartilhamento do fax modem não é tão simples quanto o compartilhamento de impressoras e de diretórios. Como o Windows 9x não tem suporte para esse tipo de compartilhamento, é necessária a instalação de um programa que possibilite essa operação. Há vários no mercado, os mais conhecidos são o WinGate (http://www.wingate.net) e o InternetGate (http://www.maccasoft.com). Você pode dar download da versão shareware de um desses programas, que permite o compartilhamento de um fax modem com dois micros, que em geral é o que a maioria das pessoas precisa em redes montadas em casa ou no escritório (para compartilhar o modem com mais micros é necessário comprar o programa).

Vamos ver passo-a-passo como configurar o compartilhamento do fax modem em uma rede com dois micros usando o programa WinGate:

1. O primeiro passo a ser feito é instalar o programa. Esse programa só deve ser instalado no micro que possui a placa de fax modem.

2. Após instalar o programa, você precisará instalar o protocolo TCP/IP. Isso deve ser feito através do ícone Rede do Painel de Controle. Note que provavelmente o protocolo já aparecerá instalado, porém conectado à placa de fax modem. Você precisa instalar o protocolo para as placas de rede. Esse procedimento deverá ser feito nos dois micros e é extremamente simples: clique na caixa Adicionar, selecione Protocolo, clique na caixa Adicionar e escolha o protocolo TCP/IP da Microsoft.

3. Após instalar o protocolo TCP/IP, você precisará configurá-lo. Para isso, selecione o protocolo TCP/IP no ícone Rede do Painel de Controle. Tome muito cuidado para selecionar o TCP/IP que está ligado à placa de rede e não o que está ligado à placa de modem (Adaptador de Dial Up). Clique na caixa Propriedades. Essa configuração deve ser feita nos dois micros e deverá ser feita da seguinte forma:

2.1. Na guia Endereço IP, selecione Especificar um endereço IP. No campo Endereço IP, entre o valor 192.168.0.1 na máquina que possui o modem instalado. Na outra máquina, entre o valor 192.168.0.2. Caso sua rede tenha outras máquinas, elas deverão possuir endereços IP consecutivos à esses (ou seja, a próxima máquina teria o endereço IP 192.168.0.3 e assim sucessivamente). No campo Máscara da Sub-rede, entre o valor 255.255.255.0.

2.2. Na guia Configuração WINS, selecione Desativar Resolução WINS.

2.3. Deixe a guia Gateway em branco.

2.4. Na guia Ligações, deixe a caixa Cliente para Redes Microsoft marcada.

2.5. Nas demais guias, deixe os valores padrão (default).

3. Você precisará criar um arquivo chamado Hosts no diretório c:\windows dos dois micros. Esse arquivo pode ser criado através do comando Edit c:\windows\hosts ou então do bloco de notas. Tome muito cuidado, pois esse arquivo não poderá ter qualquer extensão (ou seja, se você editar um arquivo chamado hosts.txt este não funcionará). O conteúdo do arquivo variará de acordo com o micro. Note que o formato do arquivo é .

3.1. No micro que possui a placa de modem, o conteúdo deverá ser:

127.0.0.1 wingate

3.2. Já no outro micro, o arquivo Hosts terá o seguinte conteúdo:

192.168.0.1 wingate

4. Você deverá reiniciar o micro. Após reiniciar o micro, você deverá testar para ver se todos os passos descritos funcionaram. Para isso, entre o comando Ping wingate na linha de comando (através do ícone Prompt do MS-DOS ou então da opção Executar do menu Iniciar). Esse comando, que deverá ser executado nos dois micros, testa a conexão e informa se conseguiu se comunicar com o computador desejado. Se tudo correu bem, você terá resultados parecidos com o da Figura 1. Caso o comando Ping retorne informações de que não conseguiu conexão ou que houve estouro no tempo limite de conexão, significa que há algo de errado. Ou a conexão física dos micros está com problemas ou então você cometeu algum pequeno erro ao executar as configurações descritas no coluna de hoje. Repita passo-a-passo todos os procedimentos até detectar o que há de errado.

Testando a Conexão
Figura 1: Testando a conexão TCP/IP.

 

 

Compartilhando o fax modem (Continuação)

Após você ter instalado e testado a conexão TCP/IP, como vimos na semana passada, o resto da configuração do compartilhamento do modem para ter acesso à Internet é simples. Nas máquinas clientes, ou seja, naquelas que não possuem o fax modem instalado, você deverá fazer uma pequena configuração, através do ícone Rede do Painel de Controle. Selecione o protocolo TCP/IP instalado e clique no botão propriedades. Na guia Configuração DNS você deverá ativar o DNS e adicionar o endereço 192.168.0.1 (que é o endereço da máquina que possui o fax modem instalado) no campo "Ordem de pesquisa do servidor DNS". No campo Host defina um nome para a máquina que está sendo configurada (você pode colocar qualquer nome). Essa configuração é mostrada na Figura 1.

Serviços de nomeação

Até agora nós estamos vendo a comunicação em rede utilizando apenas os endereços IP. Imagine o seu cartão de visitas, indicando a sua home-page como: "164.85.31.230". Imagine-se ainda com uma lista contendo dezenas de números como esse pendurada na parede junto ao seu computador, para quando você precisar se conectar a um dos servidores da sua empresa.

No início do desenvolvimento do TCP/IP, cada computador tinha um arquivo de hosts que listava os nomes dos computadores e os endereços IP correspondentes. Na Internet, certamente seria inviável manter estes arquivos, não só pelo tamanho que eles teriam mas também pela dificuldade em se manter milhões de cópias atualizadas. Logo foi desenvolvido o DNS, pelo qual diversos servidores mantém um banco de dados distribuído com este mapeamento de nomes lógicos para endereços IP.

O DNS funciona de forma hierárquica. Vejam um endereço Internet típico, como www.petrobras.com.br. Inicialmente, separamos o primeiro nome (até o primeiro ponto), "www", que é o nome de um computador ou host, e o restante do endereço, "petrobras.com.br", que é o nome da organização, ou o nome do domínio. Por favor, não confundam o conceito de domínios em endereços Internet com o conceito de domínios em uma Rede Microsoft. Não existe nenhuma relação entre eles.

O domínio petrobras.com.br possui o seu servidor DNS, que contém os nomes dos computadores (e endereços IP correspondentes) sob a sua autoridade. E ele sabe o endereço IP do servidor DNS do domínio que está acima dele, .com.br. Os computadores na Petrobras fazem todas as consultas por endereços IP ao servidor do seu domínio, e ele repassa as consultas a outros servidores DNS quando necessário. Os clientes necessitam saber apenas sobre o servidor do seu domínio, e mais nada.

Já o servidor DNS do domínio .com.br sabe os endereços IP de todos os servidores dos domínios a ele subordinados (por exemplo, texaco.com.br, mantel.com.br, etc) e o endereço IP do servidor acima dele (domínio .br, o domínio que engloba todo o Brasil). Por fim, o servidor DNS do domínio br sabe os endereços de todos os servidores dos domínios a ele subordinados (.com.br, .gov.br, etc) e o endereço do servidor DNS do InterNIC, que é o servidor DNS raiz de toda a Internet.

Uma consulta de uma aplicação por um endereço IP sobe por toda a hierarquia de servidores DNS, até o domínio comum de nível mais baixo que seja comum a origem e destino, ou até chegar ao servidor do InterNIC, e depois desce na hierarquia até o domínio onde está o computador destino. A resposta volta pelo caminho inverso, porém cada servidor DNS mantém um cache das respostas recebidas, de modo que uma nova requisição pelo mesmo nome não necessitará percorrer novamente todos os servidores DNS.

Pode parecer que é realizado um trabalho muito grande somente para obter um endereço IP, mas o processo como um todo é rápido (quem navega na Web sabe bem disso), e ele possibilita que milhares de organizações integrem suas redes a um custo aceitável e com grande autonomia. Quando você acrescenta uma máquina no seu domínio, você não precisa comunicar ao InterNIC e às redes vizinhas, basta registrar o novo computador no seu servidor DNS.

 

 

 

O protocolo DHCP

Recapitulando, cada estação ou servidor em uma rede TCP/IP típica deverá ser configurada com os seguintes parâmetros:

X Endereço IP
X Máscara de Rede
X Default Gateway

Além disso, caso a sua rede utilize um servidor DNS o seu endereço IP também deve ser configurado em cada host.

Em uma rede com dezenas ou mesmo centenas de computadores, manter o controle dos endereços IP já utilizados pelas máquinas pode ser um pesadelo. É muito fácil errar o endereço IP de uma máquina, ou errar a máscara de rede ou endereço do default gateway, e geralmente é muito difícil identificar qual a máquina onde existe um erro de configuração do TCP/IP.

Para resolver esses problemas você poderá instalar um servidor DHCP na sua rede local (ou melhor, um servidor DHCP para cada subnet, logo veremos porque) e deixar que ele forneça estes parâmetros para as estações da rede.

Se você tem uma pilha TCP/IP instalada que suporta o protocolo DHCP, você pode configurar cada estação para usar o DHCP e ignorar todos esses parâmetros. Na inicialização da pilha TCP/IP, a estação irá enviar um pacote de broadcast para a rede (um broadcast é um pacote que é recebido por toda a rede) e o servidor DHCP, ao receber este pacote, enviará os parâmetros de configuração para a estação.

Aqui temos comunicação apenas no nível de enlace (pois o TCP/IP ainda não foi completamente inicializado), e portanto não temos a função de roteamento habilitada. Por isso o servidor DHCP deve estar na mesma LAN física onde está a estação que será inicializada. Normalmente os servidores tem sua configuração realizada manualmente, pois o endereço IP deve concordar com o endereço IP cadastrado no servidor DNS.

O servidor DHCP é configurado com uma faixa de endereços IP que ele pode fornecer aos clientes. Inicialmente, todos os endereços estão disponíveis. Quando uma estação é inicializada, ela envia o broadcast pedindo pela sua configuração, e o servidor DHCP reserva um endereço para ela (que deixa de estar disponível) e registra o endereço Ethernet para o qual o endereço foi reservado. Então ele envia uma resposta contendo este endereço e os demais parâmetros listados acima.

O endereço é apenas "emprestado" pelo servidor DHCP, que registra também o momento do empréstimo e a validade deste empréstimo. No próximo boot, a estação verifica se o empréstimo ainda é válido e se não pede um novo endereço (que pode até ser o mesmo, por coincidência). Se o empréstimo estiver em metade da sua validade, o cliente pede uma renovação do empréstimo, o que aumenta a sua validade. E a cada inicialização, o cliente verifica se o endereço emprestado ainda é dela, pois ela pode ter sido deslocada para uma outra LAN, onde a configuração do TCP/IP é diferente, ou por qualquer motivo o Administrador da Rede pode ter forçado a liberação do endereço que havia sido emprestado.

O servidor verifica periodicamente se o empréstimo não expirou, e caso afirmativo coloca o endereço novamente em disponibilidade. Desta forma, a não ser que você tenha um número de estações muito próximo ao número de endereços IP reservados para o servidor DHCP, você pode acrescentar, retirar ou mover estações pela sua rede sem se preocupar em configurar manualmente as pilhas TCP/IP a cada mudança.

Geralmente o DHCP é utilizado somente para configurar estações cliente da rede, enquanto que os servidores são configurados manualmente. Isso porque o endereço IP do servidor deve ser conhecido previamente (para configuração do default gateway, para configuração do arquivo de hosts, para configuração de DNS, configuração de firewall, etc). Se fosse utilizado o DHCP, o endereço do servidor poderia ser diferente em cada boot, obrigando a uma série de mudanças de configuração em diversos nós da rede.

Você também pode configurar o servidor DHCP para entregar aos clientes outras informações de configuração, como o endereço do servidor DNS da rede. O Linux pode operar tanto como cliente quanto como servidor DHCP, entretanto não veremos estas configurações no nosso curso.

Instalando o protocolo TCP/IP no seu servidor NT

Agora que você já instalou a placa de rede, vamos instalar o protocolo TCP/IP.

Na Segunda guia (Serviços), você tem os serviços disponíveis para serem instalados no seu servidor. Normalmente você deve encontrar 3 serviços básicos que o Servidor já instala para você. São eles o Localizador de Computadores, o Servidor e o Estação de trabalho. Não é necessário, para a instalação do protocolo TCP/IP, que você acrescente nenhum serviço extra para que ele funcione (os serviços disponíveis são para redes Microsoft, não influenciando em sua rede TCP/IP). Fica a seu critério a inserção ou não de novos serviços. Mas cuidado. Um serviço incluído que você não saiba para que serve e não saiba como configurar, pode fazer com que o seu servidor não funcione direito.

Figura3

Caso você queira acrescentar um serviço não presente na lista, clique em "Adicionar". Você vai ser apresentado a lista de serviços do Servidor NT. Escolha o que você deseja ativar e clique em "OK". Você ainda pode acrescentar serviços que não estão presentes na lista, bastando para isso clicar em "Com Disco".

Figura4

Na Terceira guia (Protocolos), será onde vamos começar a configurar o protocolo TCP/IP. Você pode Ter outros protocolos instalados em sua rede sem que um conflite com o outro.

Figura5

Clique na opção "Adicionar". Você será apresentado a todos os protocolos suportados pelo seu Servidor (existe o caso em que você ainda pode adicionar um protocolo não suportado, bastando para isso ter um disquete com as informações dele). Clique em "Protocolo TCP/IP" e depois em "OK". Normalmente o Servidor NT lhe pergunta sobre a existência de um servidor DHCP em sua rede. Caso você deseje, clique em "Sim" e o Servidor instalará todos os serviços necessários para seu servidor NT ser um Servidor DHCP automaticamente.

Figura6

Após copiar alguns arquivos do Cd do Windows NT (ele vai pedir para você inseri-lo), você já esta pronto para começar a configuração do protocolo. Vamos a ela:

Volte a guia de Protocolos e clique em cima do TCP/IP e depois "Propriedades". O sistema lhe avisará de o protocolo não está configurado para usar o adaptador existente. Clique então em "Ok" e depois "Fechar", para que seja aberta automaticamente a configuração do TCP/IP.

O primeiro passo da configuração é o endereço IP de seu servidor. Caso você deseje que ele obtenha o endereço de algum servidor DHCP, deixe na opção "Obter um Endereço IP de um servidor DHCP". O recomendado é que você fixe um IP para o seu servidor. Como servidor, ele terá sempre que ser achado pelos clientes. É pouco produtivo que você tenha sempre um servidor mudando de endereço. Os clientes podem vir a se perder com isso. Da mesma forma que você especifica o endereço, você deve especificar a Máscara da Subrede e o Gateway Padrão. Caso você esteja configurando um NT WorkStation você pode usar esta opção para que a sua máquina receba um IP do servidor ou ficar um IP para ela. Fica a

seu critério. Figura7

O segundo passo é a configuração do DNS. Caso você já tenha um servidor DNS em sua rede, coloque o nome do seu servidor no "Nome do Host", coloque o domínio no qual ele vai estar em "Domínio". Você deve também colocar os endereços IP’s do seu servidor DNS. Clique em "Adicionar" e insira seus IP’s.

Figura8

O próximo passo é a configuração de WINS. Clique na guia seguinte e você será apresentado a configuração do WINS do Windows NT Server.

Figura9

Caso você tenha um servidor WINS, coloque os endereços referentes a estes servidores alí. Você ainda pode checar a caixa "Ativar DNS para a resolução do Windows" , fazendo com que o seu servidor DNS resolva também nomes pelo Serviço WINS. A outra caixa se refere ao LMHOSTS. O Windows NT suporta diversos serviços de resolução de nomes diferentes para localizar, comunicar-se e se conectar a recursos na sua rede. Se os servidores WINS estiverem disponíveis na rede, o arquivo LMHOSTS pode ser usado para suportar as sub-redes que não tem um servidor WINS e para fornecer um serviço de resolução de nomes de reserva, caso o servidor WINS não esteja disponível. O arquivo LMHOSTS fornece um método de resolução de nomes NetBios que pode ser usado em pequenas redes que não usam um servidor WINS. Caso você tenha uma tabela de servidores, é importante que você cheque esta caixa. Você ainda pode importar uma tabela de outros servidores ou mesmo de alguma estação. O campo "Identificação de escopo" é para identificar um escopo para cada grupo de máquinas que estejam rodando NetBios em TCP/IP . Caso você tenha esta configuração em sua rede, escolha o escopo desejado . Caso contrário , pode deixá-la em branco .

Na guia Retransmissão de DHCP", você só precisa configurar caso tenha um servidor DHCP em sua rede e queira retransmitir os endereços dos seus servidores através de roteadores, para que todos os endereços sejam conhecidos em sua WAN.

Figura10

Para finalizar, temos a opção de "Roteamento".

Figura11

O Windows NT suporta roteamento em computadores únicos e multiendereçados com, e sem, o multi-Protocol Router (MPR). O MPR inclui o RIP para o TCP/IP e IPX. Os roteadores usam o RIP para trocar dinamicamente informações de roteamento. Os roteadores RIP transmitem suas tabelas de roteamento a cada 30 segundos, por definição. Outros roteadores RIP escutarão esses broadcasts RIP e atualizarão suas próprias tabelas de rotas. Para habilitar este roteamento, selecione a caixa "Ativar Roteamento IP". A partir deste momento, o Windows NT passará a rotear pacotes entre duas sub-redes definidas por você. Caso você tenha diversos segmentos em sua rede, é recomendado que você habilite esta opção. Caso contrario, o seu NT vai ficar sendo visto como "servidor de fim de nó", ou seja, ele não vai repassar pacotes que passam por ele para servidor nenhum.

Como testar a sua configuração TCP/IP:

Após terminar suas configurações e de rebootar o servidor, chegou a hora de testarmos se ele está respondendo a chamados do protocolo TCP/IP.

A primeira forma de testar é abrir uma janela "Prompt de Comando" e digitar o comando IPCONFIG /ALL.

Se o seu servidor estiver configurado corretamente, ele deverá responder a este comando apresentando o endereço IP configurado no seu servidor.

Figura12

Agora chegou a hora de pingar o seu servidor para ver se ele responde. Dê o comando:

PING xxx.yyy.zzz.www, (por exemplo : 172.16.2.20) onde x, y, z e w são os números do seu IP definido para o seu servidor. Caso ele consiga responder, é sinal que seu servidor esta respondendo a chamados TCP/IP. Caso você esteja em rede, você ainda pode tentar pingar outros servidores, com o mesmo comando, mudando apenas o endereço IP. Caso você consiga, seu IP esta configurado corretamente e você já esta conseguindo falar em IP com outros servidores.

Figura13

A nível de curiosidade, vamos explicar ainda o que significa a guia Identificação. Você pode aceitar o que está ali ou então mudar este parâmetros, que implicarão na mudança do nome do seu servidor na rede e no domínio que ele está presente. Simplificadamente falando, o Domínio de uma rede pode ser encarado como se fossem diversos micros reunidos em um grupo, onde este servidor estaria respondendo como o "professor" deles, ou seja, para qualquer atitude que eles queiram tomar na rede, dependeria da autorização do "professor" (Damos o nome a este servidor de PDC, ou seja, Primary Domain Controler (Controlador de Domínio Primario). Essas modificações só influenciarão em uma rede Microsoft, não para aplicativos TCP/IP nativos, como por exemplo programas de FTP, Mail e Browser Web (Netscape, Explorer).

Caso você queira mudar o Domínio em que seu servidor vai ficar ou mesmo o nome com que ele vai se apresentar na rede, clique em "Alterar". Você vai ser apresentado a tela seguinte, onde basta alterar para os nomes desejados.

Figura14

Troubleshooting

Caso você queira verificar se o seu protocolo TCP/IP instalado está mesmo sendo usado na placa de rede que você configurou, você precisará ir na ultima guia, com o nome de "Ligações". Nesta tela, clique em "Mostrar Ligações". Selecione "todos os protocolos" . O link do protocolo com a placa de rede é automático. Você vera que o seu protocolo TCP/IP passou a fazer parte da lista de protocolos disponíveis em seu Servidor.

Figura15

Configurando o TCP/IP no Windows 95

Instalando o TCP/IP

O primeiro passo é instalar o protocolo. Para tanto, siga os seguintes passos:

Clique no ícone "Rede" do Painel de Controle. Você deverá ter apenas a placa de rede listada como componente instalado, conforme a Figura 1.

placa de rede
Figura 1: Apenas a placa de rede está instalada por enquanto.

Clique na caixa "Adicionar". Aqui você selecionará o tipo de componente de rede a ser instalado (Figura 2). Selecione o componente "Protocolo" e clique na nova caixa "Adicionar".

protocolo
Figura 2: Escolhendo o tipo de componente a instalar.

Na lista Fabricantes, clique em Microsoft. Aparecerá uma lista de protocolos de rede, escolha o protocolo TCP/IP e confirme (Figura 3).

tcp/ip
Figura 3: Selecionando o protocolo TCP/IP da Microsoft.

O protocolo TCP/IP será então incluído na lista de componentes instalados.

Configurando o TCP/IP

Na lista de componentes instalados, selecione o protocolo TCP/IP e clique em "Propriedades". Na guia Endereço IP (Figura 4), marque "Obter um endereço IP automaticamente", caso sua rede possua um servidor DHCP. Caso contrário, marque "Especificar um endereço IP" e entre com o endereço IP e a Máscara da sub-rede (que serão atribuídos a sua máquina pelo administrador da rede, ex. IP 172.16.1.100 e máscara de sub-rede 255.255.255.0).

endereço
Figura 4: Configurando o endereço IP da máquina.

Na guia "Configuração WINS" (Figura 5), marque "Desativar resolução WINS" caso sua rede não possua um servidor WINS. Caso contrário, marque "Ativar resolução WINS" e entre com o IP do Servidor WINS primário e o IP do Servidor WINS secundário (ex. 172.16.1.20 para servidor WINS primário). A identificação de escopo deverá ficar em branco (somente em casos específicos esta identificação será necessária, consulte seu administrador). Em redes que possuem um servidor DHCP, as configurações de WINS também podem ser distribuídas dinâmicamente. Se esse for o caso da sua rede, marque "Utilizar DHCP para resolução WINS". Estes dados deverão ser fornecidos a você pelo administrador da rede.

wins
Figura 5: Configurando a resolução WINS.

Na guia "Gateway" (Figura 6), deve-se entrar com o IP do gateway padrão (default gateway, ex. 172.16.1.1) desta máquina. Na maioria dos casos, haverá apenas um gateway. No caso de haver mais de um, entre com os IPs em ordem decrescente de prioridade, pois o último a ser inserido na lista ficará no início da mesma, sendo utilizado pelo Windows 95 como o padrão. Para inserir o IP do gateway na lista, digite o mesmo na caixa "Novo gateway:" e clique em "Adicionar". Você verá que ele foi inserido na lista de gateways instalados. Em algumas redes com servidor DHCP, este ítem também é fornecido dinâmicamente. Apesar de não haver uma opção listada aqui para utilizar o DHCP para prover o IP do gateway, o Windows 95 aceita esta opção. Para tanto, apenas não preencha nada na guia.

gateway
Figura 6: Adicionando um gateway as configurações do protocolo.

Na guia "Avançado" (Figura 7), marque "Definir esse protocolo como padrão" caso o TCP/IP seja o protocolo padrão em sua rede. Se ele for o único, esta caixa já estará marcada, e você não poderá desmarcá-la. A necessidade de definir-se um protocolo padrão vem do fato de que, possuindo-se mais de um protocolo configurado, o protocolo padrão é o primeiro a ser utilizado pelo Windows 95 para suas conexões de arquivos e impressão.

avançado
Figura 7: Definindo o protocolo TCP/IP como padrão.

Na guia "Configuração DNS" (Figura 8), marque "Desativar DNS" caso sua rede não possua um servidor de DNS. Caso contrário, marque Ativar DNS. Será necessário então especificar alguns parâmetros relativos ao serviço DNS. Você entrará com o nome do seu Host (nome que identifica sua máquina na rede, ex: m01) , nome do seu Domínio (especifica o domínio ao qual sua máquina será subordinada, ex: blnet.priv. Assim, m01.blnet.priv será o nome completo de sua máquina), a Ordem de pesquisa do servidor DNS (aqui você entrará com o IP do seu servidor DNS, ex: 172.16.1.10 . Em uma rede com mais de um servidor DNS, você tem a opção de entrar com os IPs dos outros servidores, respeitando a mesma regra de prioridade vista na guia Gateway) e a Ordem de pesquisa sufixo (na tentativa de resolver um nome completo de computador a partir de um nome simples de host, o Windows 95 tentará primeiro o domínio local. Caso não consiga, ele tentará usar os domínios especificados nesta lista). Dica: O único ítem obrigatório é o nome do host. Cada estação Windows 95 que possua TCP/IP e utilize DNS é obrigada a possuir um nome de host.

dns
Figura 8: Configurando DNS.


Instalando componentes adicionais

Se você chegou até aqui, você já tem o TCP/IP instalado e configurado em sua máquina. Mas se você pretende acessar uma rede local (da sua empresa, por exemplo), precisa instalar um cliente para esta rede. O Windows 95 vem com dois clientes, o Cliente para Redes Microsoft e o Cliente para Redes Netware. No caso do protocolo TCP/IP, você utilizará o primeiro, pois o Windows 95 não permite a utilização deste protocolo com redes Netware (redes Netware utilizam outro protocolo, o IPX/SPX).

Com o cliente para redes Microsoft, você poderá acessar redes ponto-a-ponto (com outras máquinas Windows 95, por exemplo) ou redes cliente-servidor (no caso, um servidor Windows NT).

Instalando o Cliente para Redes Microsoft

Voltando às configurações de rede do Painel de Controle, clique na caixa "Adicionar", selecione o componente "Clientes" e clique na nova caixa "Adicionar".

Na lista "Fabricantes" (Figura 9), clique em "Microsoft". Aparecerá a lista de clientes de rede da Microsoft que vêm com o windows 95. Escolha o "Cliente para Redes Microsoft" e confirme.

cliente
Figura 9: Instalando o Cliente para Redes Microsoft.

O cliente será então incluído na lista de componentes instalados, e será automaticamente ligado ao protocolo TCP/IP recém-instalado. Você pode confirmar isto voltando as propriedades do protocolo, na guia "Ligações".


Finalizando a configuração

Você já tem a placa de rede, já tem o protocolo (TCP/IP) e já tem o cliente (Cliente para Redes Microsoft). Agora você só precisa gravar todas as configurações feitas. Basta clicar em OK, o Windows 95 pedirá a localização dos arquivos que ele precisará copiar (o CD-ROM do próprio). Se ele não pedir, não se preocupe. Ele achou sozinho.

Ao terminar de copiar os arquivos, será necessário reinicializar o computador.


Testando o protocolo

O Windows 95 dispõe de alguns utilitários que podem ser usados para certificar-se que sua instalação foi bem-sucedida. Os mais úteis para diagnóstico são o WINIPCFG e o PING. Siga os seguintes passos:

1. Você precisará abrir uma janela DOS. Para tanto, no menu Iniciar selecione Programas e clique em Prompt do MS-DOS. Na janela DOS, digite WINIPCFG. Este utilitário retorna as configurações atuais do protocolo TCP/IP (veja um exemplo na Figura 10). Você poderá compará-las com as configurações feitas no painel de controle. Estas deverão ser idênticas (clique no botão "Mais Informações" para ver os detalhes). Dica: Caso você esteja utilizando DHCP em sua rede, este utilitário será bastante útil para verificar se as configurações estão sendo corretamente entregues pelo servidor DHCP a sua máquina.

winipcfg
Figura 10: Um exemplo do utilitário WINIPCFG.

2. Em outra janela DOS, digite PING seguido de um endereço IP qualquer de sua rede . Este utilitário tentará achar o IP dado na rede, retornando um erro em caso de não encontrá-lo (veja um exemplo de utilização do PING na Figura 11 e veja a referência a este utilitário na primeira aula sobre redes TCP/IP).

ping
Figura 11: Utilizando o PING do Windows 95 para testar o TCP/IP. Neste exemplo, um teste bem sucedido.

A utilização do PING é bastante útil para determinar exatamente o que não está funcionando com suas configurações TCP/IP. Siga esta ordem para testar e isolar problemas (como o da Figura 12):

ping
Figura 12: Um erro de "timed out" indica que o IP testado não foi encontrado na rede.

Além destes utilitários você também poderá checar, nas propriedades do protocolo TCP/IP nas configurações de rede, a guia Ligações. O cliente que você utilizará para acessar sua rede deverá obrigatoriamente aparecer marcado na lista de componentes que utilizarão o protocolo TCP/IP. Caso não esteja, não deixe de marcá-lo.

 

Projeto Genérico Para uma Rede TCP/IP

Redes locais TCP/IP que estejam conectadas na Internet devem utilizar endereços oficiais, atribuídos pelo InternNIC ou por entidades locais autorizadas por este (como a FAPESP para o Brasil). Entretanto a maioria das empresas não necessita nem deve utilizar endereços oficiais, pois isto deixaria a rede inteira vulnerável aos hackers. A partir do momento em que se coloca um firewall protegendo a rede, somente os servidores que serão visíveis publicamente na Internet necessitam de um endereço oficial.

Para as redes internas das empresas, que se conectam à Internet por intermédio de um firewall mas não fornecem serviços visíveis para a Internet pública, o InterNIC reservou algumas faixas de endereço a que chamamos de "redes privativas". São muito raros os caos em que uma empresa não deve utilizar uma dessas faixas para a sua rede local, portanto vamos utilizar como primeira regra de projeto de redes TCP/IP a utilização de uma faixa privativa.

A faixa escolhida é 172.16.0.0. Vamos utilizar como network mask (netmask ou subnetmask) o valor 255.255.255.0, pois assim o terceiro octedo do endereço TCP/IP pode ser utilizado para diferenciar diversas redes locais lógicas (barramentos Ethernetnet) que a rede local da empresa utilize.

Assim a primeria rede local terá como endereço de rede 172.16.1.0, a segunda 172.16.2.0, e assim em diante. O quarto octeto indica o endereço da estação, servidor ou dispositivo nesta rede.

Uma rede pequena terá somente endereços IP fixos, configurados manualmente em cada máquina. Já uma rede maior necessitará de um servidor DHCP para aliviar a sobrecarga administrativa. Entretanto, mesmo em uma rede que utilize DHCP teremos alguns endereços IP fixos, configurados manualmente, porque o DNS não sabe trabalhar em conjunto com DHCP. Isto implica em que os servidores da intranet da empresa necessitam ter um endereço IP fixo, para que eles possam ser identificados via DNS.

Então vamos separar os endereços de host em três faixas: uma para os servidores (IP fixo), uma para as estações configuradas via DHCP e outra para as estações e outros dispositivos que necessitem de um endereço IP pré-fixado. Nossas faixas serão:

X Faixa 1 (servidores): 10..99
X Faixa 2 (DHCP): 100..199
X Faixa 3 (outros dispositivos com IP fixo): 200..250

Outra convenção útil é colocar o default gateway sempre com endereço de host igual a 1.

Não há necessidade de se utilizar os endereços IP sequencialmente. Você pode deixar "buracos" na numeração dos endereços de hosts, o que pode ser conveniente se a sua rede já adotar algum padrão de numeração para os equipamentos.

Caso a sua rede não utilize DHCP, você irá configurar as estações manualmente com endereços de host da faixa 3 e deixar a faixa 2 reservada para uma futura expansão da rede que venha a necessitar do DHCP.


Uma Rede Simples (Um Único Barramento)

Vamos iniciar por uma rede simples, que consiste em um único barramento Ethernet. Esta rede contém um único servidor, que desempenha todas as funções de servidor da rede, e 15 estações, que receberão os endereços IP manualmente. Os parâmetros gerais de nossa rede são:

Então vamos separar os endereços de host em três faixas: uma para os servidores (IP fixo), uma para as estações configuradas via DHCP e outra para as estações e outros dispositivos que necessitem de um endereço IP pré-fixado. Nossas faixas serão:

X Endereço de Rede: 172.16.1.0
X Network Mask: 255.255.255.0
X Default Gateway: vazio (não temos necessidade)
X Servidor DNS: vazio (não estamos utilizando)
X Configurar via DHCP: não

E os enderços IP dos computadoes, segundo a Figura 1, são:

X WWW: 172.16.1.10
X M01: 172.16.1.201
X M02: 172.16.1.202
e assim por diante, até o M15: 172.16.1.215

Como não temos um servidor DNS nesta rede, cada estação deve ter um arquivo de hosts para que o servidor Web possa ser localizado. O nome e diretório do arquivo de hosts varia de plataforma para plataforma, mas o seu conteúdo será:

        127.0.0.1      localhost
        172.16.1.10    www

Observe o nome "localhost", que é padrão para o loopback do TCP/IP (vide primeira aula sobre TCP/IP, tópico "Como Testar uma Rede TCP/IP").


Uma Rede Simples (Com dois servidores)

Este exemplo difere do primeiro apenas no tamanho da rede. Agora temos 50 estações e dois servidores, um para arquivos e impressão e outro para a intranet, que abrigará os servidores Web, DNS e DHCP. Os parâmetros gerais para esta rede são:

X Endereço de Rede: 172.16.1.0
X Network Mask: 255.255.255.0
X Default Gateway: vazio (não temos necessidade)
X Servidor DNS: 172.16.1.10 (é o servidor da Intranet)
X Configurar via DHCP: sim (somente para as estações)

E os enderços IP dos computadoes, segundo a Figura 2, são:

X WWW: 172.16.1.10
X SERV1: 172.16.1.20
X M01..M50: 172.16.1.100..172.16.1.150 (configurados via DHCP)

Notem que, no TCP/IP, podemos ter vários servidores com o mesmo endereço IP, pois cada servidor corresponde a um programa diferente, que utiliza o seu próprio número de porta para receber as coenxões dos clientes. No caso, temos um servidor Web e um servidor DNS no endereço 172.16.1.10.

Como desta vez temos um servidor DNS, não precisamos criar um arquivo de hosts em cada estação.

OBS 1: Nesta série de aulas, não iremos apresentar como é a configuração dos servidores DNS e DHCP. São topicos mais demorados, que exigiriam aulas específicas. Entretanto, caso a sua rede possua esses servidores ou caso você esteja trabalhando junto com outro profissional que saiba configurar esses servidores, estamos incluindo exemplos para mostrar como seria a configuração das estações com os servidores DNS e DHCP presentes. Note que ambos os servidores podem ser utilizados independentemente um do outro, ou seja, eu posso ter um servidor DHCP nas não ter um servidor DNS, e vice-versa.

OBS 2: Também não iremos apresentar as configurações do servidor Web, mas consideramos que existe um presente na intranet. A maioria dos servidores web, quando instalados em uma rede TCP/IP corretamente configurada, não necessita de configurações extras: os seus defaults já fornecem uma intranet perfeitamente funcional, basta verificar no manual do servidor web utilizado em qual diretório devem ser instaladas as páginas HTML.

 

 

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